A impressionante vida da “Imperatriz do blues”

Ao longo de uma vida turbulenta, a americana Bessie Smith, saiu da pobreza e anonimato e chegou ao topo da riqueza e da fama. Com muita determinação e coragem, mas antes de tudo, amor pelo blues, Bessie e sua voz poderosa, conquistaram boa parte do público americano nas décadas de 20 e 30, trilhando um caminho de sucesso, porém bastante problemático, sendo regado a muito álcool, brigas e dezenas de casos amorosos, com homens e mulheres, que em conjunto, levaram Bessie ao fim do seu casamento e abalaram fortemente sua carreira.

Quando pequena, cantava e dançava nas ruas da sua cidade natal, Chattanooga nos Estados Unidos, para conseguir algum dinheiro para a família de três irmãos, órfãos de pai e mãe. Sobreviveu assim, ou fazendo pequenos shows em bares e casas de noturnas, até que seu irmão conseguiu que alguns empresários, que estavam com sua trupe na cidade, fizessem um teste com ela. Bessie passou, mas não da forma que esperava, sendo contratada como dançarina, ao invés de cantora como almejava. Esse cargo já era ocupado por Ma Rainey, conhecida como “A mãe do blues” por ter evoluído o tradicional blues cantado por homens, com um tom country, para um som mais refinado, urbano e cantado por mulheres.

Em alguns anos fazendo parte da companhia onde Ma Rainey cantava, Bessie decidiu sair e montar seu próprio show, a partir daí sua carreira inicia um período de ascensão, no qual ela grava as suas primeiras músicas, pela Columbia Records, em 1923, tendo como maior sucesso “Down hearted Blues”, que vendeu mais de 800.000 cópias, um verdadeiro sucesso na época. Também nesse ano, Bessie se casa com o segurança Jack Gee, iniciando um casamento extremamente perturbado, com traições de ambos, e pelo lado de Bessie, incluíam-se homens, mulheres, solteiros ou casados. Em poucos anos o relacionamento acaba, pois embora se sentisse livre para ter casos amorosos extraconjugais, ela não aceitou que o marido mantivesse um romance com uma nova cantora, tampouco patrocinar sua carreira, como descobriu que Gee fazia.

Com o reconhecimento de sua carreira, Bessie passou a ser chamada de “Imperatriz do blues”, e anos após sua morte cantoras como Billie Holliday, Aretha Franklin e Janis Joplin, disseram que ela foi uma  importante referência musical em suas vidas. Uma cantora de voz forte, que preenchia o ambiente sem necessidade de amplificadores, co. presença de palco marcante e ritmo contagiante, uma mistura rara e respeitada por quem entende de música.

Em 1937, ao lado de seu último amante, um contrabandista de bebidas, Bessie morre em um acidente de carro na “U.S. Route 61”, quanto tinha 43 anos.

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